O projeto

Projeto British Telecom / Unicef / Cidade Escola Aprendiz / Revista Viração

Introdução:


Este projeto é fundamentado nos Conselhos Jovens da Revista Viração e no conceito de Bairro-Escola, uma tecnologia social que propõe a
criação de um amplo espaço educativo na comunidade, estruturado por uma rede social que amplia as possibilidades de aprendizagem e melhora o potencial de qualidade de vida nos espaços urbanos. Nesse contexto, as condições para o desenvolvimento comunitário são fortalecidas pelos próprios sujeitos e pelo estreitamento das relações entre si e destes com o local onde vivem (o bairro).

Dentro do projeto Mudando sua escola e comunidade, melhorando o mundo”, a proposta é utilizar a educomunicação – a educação pela comunicação – para estimular o fortalecimento das relações de 60 jovens com os territórios onde vivem (EMEF Campos Salles, em Heliópolis, e CEU Navegantes, no Cantinho do Céu / Grajaú, ambos em São Paulo), visando o reconhecimento de potenciais de desenvolvimento comunitário e a construção de uma rede de atenção à educação, movida por atores sociais comunitários.

Mediados por instrumentos de comunicação, que esses jovens deverão aprender a operar em benefício de propósitos comuns definidos coletivamente, os dois grupos terão a função de atuar como mobilizadores de valores democráticos e de cidadania e articuladores de ações comunitárias, dentro e fora de suas escolas. A produção e a veiculação de informações, em processos construídos em grupo, visam promover, além da apropriação das questões comunitárias e das tecnologias adequadas para sua veiculação, o compartilhamento de idéias e experiências com os diferentes públicos do projeto (comunidade escolar, moradores, parceiros institucionais e indivíduos).


Informação e educomunicação


A ferramenta escolhida para orientar este processo educativo e formativo é a educomunicação, ou a educação por meio da comunicação, representada por um conjunto de ações que permite desenvolver o gerenciamento dos processos comunicativos no espaço educacional, seja ele dentro do ambiente escolar ou não, aproximando os campos da cultura, comunicação e educação.

Por meio da educomunicação, na interação com o meio e seus atores sociais, pretende-se promover a idéia de que o desenvolvimento local é algo que pode ser alcançado e construído pela própria comunidade. As condições para que isso aconteça passam pelo reconhecimento do território, sua história e sua cultura – individual e coletivamente.

Este projeto visa a formação de jovens agentes comunitários que aprenderão a utilizar ferramentas de comunicação para identificar oportunidades de articulação, mobilizar grupos variados e informar a comunidade, a partir da validação de políticas e instâncias democráticas dentro da escola (conselho escolar, reunião de professores e grêmios) e nos territórios onde ela se encontra (conselho tutelar).

Por outro lado, além da formação dos jovens, há uma preocupação em construir uma comunidade de interesse em torno da educação, formada por sujeitos e instituições com habilidades não apenas de receptores de informações, mas de relacionamento por meio destas, promovendo conexões que os beneficiem ao mesmo tempo em que promovem o desenvolvimento local.

Objetivos:

· Desenvolvimento da autonomia dos indivíduos para agir em relação as suas condições de vida;

· A constituição de uma identidade coletiva para o fortalecimento da capacidade de ação local integrada;

· Instrumentalização dos indivíduos e grupos para compreensão do funcionamento das políticas públicas e possibilidades de participação política;

· Fortalecimento da escola como catalisadora de reflexões e ações integradoras da comunidade da qual faz parte.

Estratégias:

· Formar jovens das escolas como agentes comunitários e multiplicadores, aprimorando as habilidades para a expressão oral, escrita, plástica e corporal a partir da educomunicação;

· Capacitar membros da comunidade escolar nas metodologias de educomunicação para aprimorar a prática pedagógica e o currículo da escola e facilitar o estreitamento das relações intra-escolares;

· Fortalecer as instâncias democráticas da gestão escolar: construção de um projeto de escola compartilhado;

· Fortalecer a comunicação interna na escola e da comunicação entre escola e comunidade através dos processos comunicativos que serão desenvolvidos;

· Promover oportunidades de intercâmbio entre os jovens e entre as diversas comunidades participantes do projeto;

· Promover as articulações entre diferentes atores locais em torno de objetivos comuns para possibilitar o trabalho em rede.

· Estimular o desenvolvimento de habilidades para participação política; pesquisa e compreensão a respeito dos mecanismos das políticas públicas;

· Criar uma Agência Comunitária de Notícias como canal de comunicação que sintetize todos os produtos de comunicação desenvolvidos durante o processo;

· Acompanhar e avaliar as ações de maneira colaborativa.

Instituição-âncora: Associação Cidade Escola Aprendiz

Organização parceira em São Paulo: Projeto/Revista Viração

Escolas / Comunidades:

– EMEF Presidente Campos Salles – Heliópolis (1.100 alunos de Ensino Fundamental)

A escola se transformou quando o professor e líder comunitário Braz Nogueira assumiu a direção no ano de 1995. Desde então, tem aberto suas portas para a comunidade e se tornado uma referência local. Mobiliza uma série de ações e intervenções comunitárias, dentre elas o Movimento pela Paz, que surgiu como uma forma de indignação à morte de uma aluna assassinada e, hoje, reúne milhares de pessoas. A escola também atua muito próxima à União de Núcleos, Associações e Sociedade de Moradores de Heliópolis e São João Clímaco (UNAS) e à Rádio Comunitária de Heliópolis, sendo uma das principais responsáveis, atualmente, pela construção de um centro cultural e uma escola técnica na região.

Baseada na Escola da Ponte, em Portugal, em 2008, a escola derrubou as paredes das salas de aula. No lugar, surgiram grandes salões onde alunos da mesma série são agrupados formando uma só turma e diferentes disciplinas são estudadas simultaneamente.

CEU Navegantes – Cantinho do Céu – Grajaú (2.500 alunos de Ensino Fundamental)

Com pouco mais de quatro anos de vida, o CEU Navegantes se tornou uma referência na comunidade, enquanto um espaço que concentra praticamente todas as opções de lazer e entretenimento da região. Além disso, ele é apontado pelos próprios moradores da região como um dos responsáveis pela diminuição da violência local e por contribuir com a qualidade de vida, uma vez que trouxe questões básicas como saneamento e asfalto, inexistentes antes da construção da escola.

Equipado com bons computadores, teatro, biblioteca, piscinas e espaços de convivência, o CEU promove hoje uma série de atividades para alunos e moradores da região. Entre elas, oficinas de violino, baile da jovialidade, capoeira, kung fu, natação para idosos, coral, balé, basquete, oficinas de DJ, produção musical, break, entre outros, além de exposições e atividades desenvolvidas com e para a comunidade.

Plano de ação:

Todo o projeto tem como foco três frentes: JOVEM, ESCOLA e COMUNIDADE, de forma que todas elas serão trabalhadas concomitantemente e de forma integrada. Para cada uma delas, entretanto, está previsto um plano de ação específico, conforme detalhado abaixo.

FRENTE 1 – JOVEM

Nesse eixo, o foco é a formação em educomunicação. Serão atendidos 60 adolescentes, da sexta e sétima séries do Ensino Fundamental, sendo 30 jovens comunicadores em cada comunidade.

As turmas, compostas por 15 estudantes no período da manhã e 15 no da tarde, se reunirão quatro horas por dia, em período extra-escolar, duas vezes por semana.

Além da formação, os jovens também serão responsáveis por atuar como multiplicadores das ações em suas escolas e comunidades, seja ensinando o que aprenderam para seus colegas e até mesmo professores, ou dando continuidade e atualizando cada veículo de comunicação produzido coletivamente.

Abaixo, os módulos pelos quais se dará a formação dos jovens:

· Convocação para seleção de estudantes

A convocação se dará por meio de um “Mutirão de Comunicação” a ser divulgado nas salas de sexta e sétima séries de cada escola, nos períodos da manhã e da tarde.

O Mutirão acontecerá duas vezes por semana, por duas horas durante o turno escolar, na segunda semana de aula do 2º semestre de 2008.

O objetivo deste mutirão é apresentar para os estudantes o projeto “Mudando sua escola e comunidade, melhorando o mundo” e possibilitar que eles tenham uma vivência nos diferentes métodos de educomunicação.

Nessas duas horas, os jovens poderão mexer com instrumentos que fazem parte do projeto como: textos, máquinas fotográficas, colagens, desenhos, gravadores, quadrinhos. A partir destes materiais, a idéia é estimular os estudantes a montarem um jornal mural. Nesse mutirão também será dada uma sensibilização sobre temas que serão discutidos ao longo do projeto, por meio de exemplares de revistas e vídeos sobre mobilização social.

Os estudantes que se interessarem pelo projeto, preencherão um questionário que ajudará a equipe de educadores e coordenadores do projeto a selecionarem os participantes, contando com a ajuda e orientação dos professores.

Recursos: Papel craft, folhas A4, canetões, caneta, cola, tesoura, fita adesiva embaladora marrom, caneta preta porosa, lápis, borracha, computador, impressora, máquina fotográfica digital, gravador , fita k7, cartolina, spray, tinta, scanner, megafone.

· MÓDULO I

Tema: O “eu”, o “outro”, “nós e o presente”

Período – Agosto e setembro de 2008

Conceitos e percursos

Nesta etapa, o objetivo é criar vínculos entre os adolescentes, educadores e a escola para consolidar o grupo que trabalhará junto por dois anos.

Esse é o período em que se configura o campo de confiança para o trabalho de educomunicação. O adolescente não apenas aprenderá a usar as diversas mídias disponíveis, mas será estimulado a pensar no “por quê” e “para quê” se comunicar. Os sentidos dessa comunicação serão construídos ao longo do projeto a partir do reconhecimento dos participantes como sujeitos transformadores de sua realidade e da compreensão do contexto em que estão inseridos.

As atividades descritas abaixo permitirão que cada adolescente compartilhe sua

história de vida, futuro, sonhos, fantasias, características de personalidade e outras características, percebendo-se como sujeito único, tomando posse da sua realidade individual ao mesmo tempo em que se diferencia do outro e percebe que pode atuar junto em prol de objetivos comuns.

Eixos

O corpo que comunica

Para trabalhar o “eu”, o “outro”, “nós e o presente”, os educadores desenvolverão inicialmente vivências que têm como mídia fundamental o corpo, aqui entendido como mídia primária, levando em conta todo seu potencial comunicativo e re-valorizando esta consciência sobre o corpo na sociedade.


Por meio de atividades de expressão e consciência corporal os participantes serão chamados a se comunicar pelo gesto, pela postura, pelo olhar até chegar na fala. A partir desta consciência do corpo, do espaço que ele ocupa e de como ele pode interferir e reordenar o espaço cria-se condições para introduzir outras mídias e fortalecer os objetivos do projeto em sintonia com o senso de responsabilidade desenvolvido no grupo.

A origem de todo conhecimento está no corpo. Sua fisionomia tem que entrar em ação para que se possa conhecer. Esse conhecimento acontece a partir da relação entre o corpo e o ambiente em constante experiência exploratória, uma experiência que modifica a ambos continuamente. As pessoas, aprendendo a controlar as interações de forças do corpo em seu meio ambiente, descobrem relações cognitivas e sociais. A cognição corporificada coloca a motivação no centro do processo: é preciso desejar, ter alguma necessidade para se mover. A singularidade do corpo e o dinamismo dos processos não permitem que se estabeleçam generalizações simplificadoras e reforçam a importância da autonomia.

Mapa afetivo

Uma vez que o grupo já estiver mais entrosado, consciente de seu corpo e da relação dele com o outro, o projeto parte para as esferas da memória, do discurso, das referências históricas, culturais e espaciais. Inicia-se a construção do “mapa afetivo” que percorrerá todo o projeto. Trata-se da construção de mapas simbólico de valores do coletivo que se constituem utilizando fotos, desenhos, textos, quadrinhos e outras mídias que cumprem o papel de narrar as histórias de vida ou geografia mental dos participantes em relação aos espaços da escola e da comunidade.

Além das histórias de vida, o mapa afetivo faz também um levantamento sobre o espaço e seus atores. O espaço define oportunidades e limitações, o ambiente construído influi na constituição de identidades pessoais e sociais e essas identidades compõem as identidades dos lugares, que vêm carregadas de memórias, idéias e sentimentos. Tais relações implicam sentimentos de correspondência e de identificação entre as pessoas e os lugares vividos, o que traz conforto, toma o lugar do medo e transforma a desconfiança em confiança.

Entram no mapa afetivo pessoas e lugares que os adolescentes consideram importantes, como, por exemplo, “a tia da cantina” e o “beco da bola” – as nominações são tais quais se revelam no discurso cotidiano dos jovens. As categorias do mapa são as classificações naturais do dia-a-dia. O mapa afetivo será o diário de bordo de cada turma que se formará em educomunicação e trabalhará com a interdisciplinaridade mobilizando conhecimentos de comunicação com as disciplinas do currículo escolar.

Blog-Diário de bordo virtual (individual e coletivo)

Uma vez consolidadas as atividades que lidam com mídias mais familiares (corpo, fotos, desenhos, quadrinhos e algum texto), os educadores apresentarão o blog. Este servirá tanto para criação de um diário pessoal, como espaço de livre expressão, troca e debate, no qual cada um pode escrever sobre seu cotidiano e pensamentos, postar fotos, quanto para a criação de um blog de cada uma das quatro turmas que farão a formação. Os blogs coletivos ajudarão a criar uma identidade entre os participantes da mesma turma ao mesmo tempo em que funcionarão como um cartão de visita e arquivo digital para as outras turmas e para as iniciativas que ocorrerão nas outras cidades participantes do projeto. Assim como o mapa afetivo será transformado ao longo do projeto, o blog também será constantemente atualizado, possibilitando a compreensão da utilidade e necessidade da rede.

Meios

Corpo, fotos, desenhos, quadrinhos, texto e internet.

Produtos

Mapa afetivo, blog individual e coletivo.

Recursos

Papel craft, folhas A4, canetões, caneta, cola, tesoura, fita adesiva embaladora marrom, caneta preta porosa, lápis, borracha, computador, impressora, máquina fotográfica digital, gravador, fita k7, cartolina, spray, tinta, scanner.

Habilidades

– Experimentar e explorar as possibilidades de diversas linguagens, incluindo a corporal;

Estruturar a experiência, operando sobre as representações construídas, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações;

– Buscar informações por meio de observações, experimentações ou outras formas e registrá-las;

-Organizar registro de dados em cartografias e blogs;

– Aperfeiçoar o senso espacial e de localização;

– Estimular percepção da realidade social e do seu papel na comunidade na qual está inserido;

– Desenvolver a expressão, responsabilidade, autonomia e trabalho em grupo;

– Desenvolver narrativas orais, com ordenamento de seqüências singulares de acontecimentos e emoções que envolvem personagens e a capacidade de relacionar a parte com o todo e as partes entre si;

· MÓDULO II

Tema: Direitos Humanos e Estatuto da Criança e do Adolescente

Período- Outubro e 1ª quinzena de Novembro

Conceitos e percursos

Neste módulo, trabalha-se uma das dimensões fundamentais da metodologia de bairro-escola: o desenvolvimento humano integral, na perspectiva da garantia de direitos fundamentais dos cidadãos, da ampliação do seu repertório sócio-cultural e do fortalecimento da sua capacidade associativa e de participação ativa na sociedade.

As atividades aqui propostas visam introduzir a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Estatuto da Criança e do Adolescente como ideais que só poderão ser atingidos com a participação de todos. As atividades buscam simultaneamente apresentar esses documentos, relacioná-los com a realidade local e incentivar os adolescentes a serem agentes de divulgação e efetivação desses direitos.

Se o primeiro módulo enfatizou o reconhecimento dos participantes como integrantes de um grupo e de uma comunidade, nesse segundo módulo a idéia é expandir essa esfera para fortalecer em cada um a identificação de si como sujeito de direito.

Começa nessa etapa o incentivo para que os adolescentes repassem os conhecimentos adquiridos para outros estudantes e para a comunidade. Esse trabalho inicia-se na escola que, ao lado da família, é um locus privilegiado de socialização e formação de crianças e adolescentes para a cidadania, cabendo à comunidade escolar zelar pelos direitos das crianças e adolescentes. A formação dos adolescentes para a cidadania passa pelo conhecimento, reflexão e vivência do ECA e Declaração dos Direitos Humanos, como parte de uma política pública.

Nesse momento, será explorado o trabalho com texto, a fim de enfatizar o desenvolvimento das expressões oral e escrita dos jovens.

Eixos

Coleta e organização de informações

Nessa atividade, uma das turmas trabalhará com Direitos Humanos e a outra com Direitos das Crianças e Adolescentes.

Inicialmente, a idéia é trabalhar o conceito de direitos humanos e direitos da criança e do adolescente intuitivamente. A partir dessa conversa, conta-se a história da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do ECA. Como um dos objetivos desse módulo é estabelecer conexões entre a micro e a macro estruturas, os adolescentes serão estimulados a buscar em jornais, revistas, noticiários televisivos e radiofônicos reportagens sobre atos que desrespeitem os Direitos Humanos e ECA. Em seguida, a proposta é que os adolescentes façam um mapeamento sobre como esses mesmos direitos são respeitados ou não em sua comunidade.

Depois do levantamento das informações serão agendadas entrevistas com pessoas que trabalham com direitos humanos para que os adolescentes tirem suas dúvidas.

Como proposta para organizar esse material e compartilhar os novos conhecimentos, se montará um Jornal Mural, um pela turma que se aprofundou em Direitos Humanos e outro com a turma que se aprofundou no ECA. Para tanto, serão apresentados conceitos jornalísticos como formulação de pauta, apuração, entrevistas, como pensar e organizar as seções de um jornal, etc. O jornal Mural estará dentro da escola e poderá também ser reduzido para ser postado em bancas, padarias, associações de bairro, postos de saúde e outros espaços da comunidade, de acordo com as escolhas dos jovens.

Esse material também será veiculado no blog coletivo. A intenção é que turma que produziu o material sobre direitos humanos monte um fanzine sobre o ECA e vice-versa.

Intervenção Urbana

Para esta atividade serão chamados os educadores do CEDECA Interlagos que usam bonecos de papel marchê em tamanho natural para fazer intervenções urbanas e divulgar o ECA. A dinâmica prevê uma roda para falar sobre o papel dos CEDECAS e dos Conselhos Tutelares. Em seguida, os jovens saem às ruas com os bonecos e falam com os pedestres sobre o ECA. Conhecer os Conselhos Tutelares tem a intenção de colocar os jovens em contato direto com esferas públicas de defesa de seus direitos, incentivando a ação política. Para costurar essa ação, se falará sobre a intervenção urbana como ferramenta de comunicação e mobilização no espaço, de forma que as pessoas reflitam sobre a vida nas cidades e sobre as diferentes questões abordadas durante uma intervenção: saúde, meios de transporte, direitos, meio-ambiente. A idéia é fazer política por meio da ação artística que busca dialogar de forma crítica e lúdica com todo tipo de gente que anda na cidade. Fazer ações na rua é afirmar na prática o direito de livre expressão e usar o espaço público para realmente fazer democracia por meio da manifestação de idéias e do diálogo.

Meios

corpo, fotos, desenhos, quadrinhos, texto, internet, jornais, revistas, jornais televisivos e radiofônicos.

Produtos

Mapa Afetivo, Jornal Mural, fanzine, blog.

Recursos

Papel craft, folhas, A4, canetões, caneta, cola,tesoura, fita adesiva embaladora marrom, caneta preta porosa, lápis, borracha, computador, impressora, scaner, máquina fotográfica digital, gravador, fita k7, cartolina, spray, tinta, revista, jornais, exemplares da Declaração Universal dos Direitos Humanos e Estatuto da Criança e do Adolescente, Carta das Responsabilidades Humanas, vídeos, música e cartazes.

Habilidades

– Estruturar a experiência e explicar a realidade, operando sobre as representações construídas, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações; identificando aspectos relevantes, organizando notas, elaborando roteiros, resumos, índices, esquemas, etc.

– Buscar informações por meio de observações, experimentações ou outras formas e registrá-las;

– Organizar registro de dados em textos informativos, tabelas, desenhos, cartografias e blogs;

– Utilizar a leitura como instrumento de estudo, escrita e revisão;

– Reconhecer sua história e do mundo em que vive, compreendendo seu papel social;


– Compartilhar informações e instrumentos necessários à percepção, conhecimento e crítica do mundo, bem como o reconhecimento da própria comunidade em referência a outras culturas;

– Refletir sobre a sociedade e as relações sociais através da análise do cotidiano e da realidade (família, escola, sociedade, espaço, comunidade, cidade);

– Conhecer o mundo atual em seus aspectos sociais e históricos;

– Conhecer técnicas de pesquisa, sistematização e análise;

– Relacionar histórias individuais à historia coletiva;

– Utilizar as linguagens oral e escrita como importantes meios de comunicação, de integração e desenvolvimento de habilidades lingüísticas e expressivas;


– Provocar a reflexão sobre a atuação do sujeito no mundo e a responsabilidade com a própria formação, através de valores como respeito à diversidade (refletindo sobre contradições e conflitos), solidariedade, autonomia e cooperação;

Conhecer técnicas de identidade visual e conteúdo para produtos comunicativos.

· MÓDULO III

Tema: Direito à Educação

Período- 2ª quinzena de novembro e 1° semestre de 2009

Conceitos e percursos

No módulo II, foram trabalhados conceitos e práticas que levam os adolescentes a se reconhecerem como sujeitos de direito e multiplicarem o conhecimento a seus pares. Sabendo-se que a condição de sujeito de direito está intimamente relacionada ao Direito à Educação, na medida em que não se pode exercer a cidadania sem se apoderar dos códigos da modernidade, esse módulo tem como objetivo mobilizar os adolescentes do projeto para que busquem a divulgação e garantia desse direito, rumo a uma educação pública de qualidade. Nomear a Educação como um Direito não é garantia, nem de sua oferta nem de sua qualidade. Daí a necessidade de luta e organização na defesa não apenas para algumas, mas para todas as crianças e adolescentes. Esta defesa é papel não apenas dos adolescentes envolvidos no projeto, mas de toda comunidade. Nesse módulo, entre as estratégias para se garantir o Direito à Educação, está a de articular entidades como sindicatos, movimentos sociais, organizações não-governamentais, universidades, grupos estudantis, juvenis e comunitários e meios de comunicação. Esta articulação visa colocar o tema em pauta, somar forças para dar legitimidade às reivindicações e produzir colaborativamente os instrumentos de avaliação, monitoramento e avaliação das metas propostas na campanha dentro da escola e da comunidade e frente ao poder público. Entre as articulações já previstas, está o diálogo com o Movimento Nossa São Paulo, que desde março de 2008 está, em uma iniciativa do Unicef, mobilizando crianças e adolescentes para que eles formulem propostas para os candidatos às eleições municipais e monitorem sua efetivação ao longo do mandato do prefeito eleito. O Movimento trabalha com diversos temas ligados à vida pública de São Paulo e um deles é justamente educação.

Eixos

Coleta, organização e circulação de informação – Campanha pela educação pública de qualidade

A fim de tornar o conceito de “Direito à Educação” tangível, os adolescentes serão chamados a elaborar uma Campanha que começa a se estruturar a partir do mapeamento das condições de ensino das escolas envolvidas no projeto. A partir daí se aprofunda o tema e se cria um plano de mudanças e monitoramento. Os estudantes não apenas buscarão informações sobre taxas de repetência e evasão, desempenho dos estudantes nas avaliações, capacitação dos professores, condições dos materiais didáticos, atuação do Conselho Escolar, estrutura do prédio e equipamentos, presença de outros espaços de aprendizado na comunidade, mas também farão entrevistas e incentivarão o debate sobre o projeto pedagógico e sobre a presença do grêmio estudantil, que poderá ser criado seguindo metodologia do Instituto Sou da Paz e da Associação Labor.

Com a motivação real de melhorar a própria escola, pautando-se pelas metas do “Todos pela Educação”, os estudantes mobilizarão diversos conhecimentos e ao mesmo tempo se relacionarão com toda comunidade escolar, criando peças gráficas para a campanha, programas de rádio, atualizando o Jornal Mural, o blog e produzindo novas edições de fanzine. Será por essas mídias que também se divulgará o monitoramento das metas da campanha.

Como forma de expandir a mobilização, os produtos de comunicação produzidos pelos jovens circularão no espaço da escola e da comunidade. Além disso, a intenção é fazer parcerias com jornais e rádios do bairro e outros possíveis meios de comunicação, como por exemplo a Rádio Heliópolis.

Neste módulo, se introduz a prática de assessoria de imprensa, que além de divulgar a campanha e encontrar novos parceiros, também transformará em conteúdo as pesquisas de opinião e audiência feitas na escola. Nessa etapa debate-se ainda sobre leitura crítica dos meios de comunicação ao se estudar como a mídia trata a educação.

A fim de disseminar a campanha e conhecer o que os jovens participantes da outras organizações envolvidas no projeto Mudando sua escola e comunidade, melhorando o mundo” estão desenvolvendo em relação ao tema Direito à Educação e aos projetos de educomunicação em suas escolas e comunidades, propõe-se, no mês de janeiro de 2009, uma viagem de intercâmbio entre os jovens. A intenção é que um ou dois jovens de cada uma das escolas em São Paulo passe alguns dias em uma das organizações parceiras para troca de conhecimento e experiência.

Meios: rádio, corpo, fotos, desenhos, quadrinhos, texto, internet, jornais, revistas, jornais televisivos e radiofônicos, entrevistas, pesquisas de campo.

Produtos: Mapa Afetivo, Jornal Mural, programas radiofônicos para a campanha, peças gráficas da campanha, fanzine.

Recursos: Papel craft, folhas, A4, canetões, caneta, cola,tesoura, fita adesiva embaladora marrom, caneta preta porosa, lápis, borracha, cartolina, spray, tinta computador, impressora, scanner, máquina fotográfica digital, gravador, fita k7, revista, jornais, materiais da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, vídeos, música, cartazes, software de edição de áudio (Audacity), caixas de som e microfone.

Habilidades

– Desenvolver objetividade, coesão e capacidade de interpretação;

– Ler e produzir textos orais e escritos de modo a atender a múltiplas demandas sociais, responder diferentes propósitos comunicativos e expressivos e considerar as diferentes condições de produção do discurso;

– Estruturar a experiência e explicar a realidade, operando sobre as representações construídas, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações; identificando aspectos relevantes, organizando notas, elaborando roteiros, resumos, índices, esquemas, etc;

– Buscar informações por meio de observações, experimentações ou outras formas e registrá-las;

– Organizar registro de dados em textos informativos, tabelas, desenhos, cartografias e blogs;

– Aquisição de conhecimentos técnicos para utilizar ferramentas educomunicativas;

– Utilizar a leitura como instrumento de estudo, escrita e revisão;


– Compartilhar informações e instrumentos necessários à percepção, conhecimento e crítica do mundo, bem como o reconhecimento da própria comunidade em referência a outras culturas;

– Refletir sobre a sociedade e as relações sociais através da análise do cotidiano e da realidade (família, escola, sociedade, espaço, comunidade, cidade);

– Relacionar histórias individuais à historia coletiva;

– Utilizar as linguagens oral e escrita como importantes meios de comunicação, de integração e desenvolvimento de habilidades lingüísticas e expressivas;


– Provocar a reflexão sobre a atuação do sujeito no mundo e a responsabilidade com a própria formação, através de valores como respeito à diversidade (refletindo sobre contradições e conflitos), solidariedade, autonomia e cooperação;

· MÓDULO IV

Tema: Participação política e comunitária

Período- 2° semestre de 2009

Conceitos e percursos

A Campanha do módulo III constrói um ambiente favorável a ações mais integradas às necessidades da comunidade. Enquanto no módulo IV, os adolescentes trabalharam em cima do direito è educação, no módulo IV, mais do que se divulgar e buscar garantir um direito, os participantes se concentrarão nas formas de ação política dentro da comunidade, mais especificamente aprenderão sobre os mecanismos de construção de política pública, para qualificar e sustentar sua ação política. É por meio da ação política que o grupo será estimulado a potencializar suas ações em prol do desenvolvimento local, buscando a melhoria efetiva das condições de vida da população local. Os jovens serão estimulados a atuar simultaneamente como articuladores, formuladores e mobilizadores de políticas públicas, de acordo com suas demandas e as demandas da comunidade. Mais uma vez, os jovens se articularão com outros adolescentes envolvidos com o Movimento Nossa São Paulo, organizando as reivindicações em consonância com as reivindicações das subprefeituras em questão. Devido à complexidade das questões que envolvem o coletivo, é importante que o enfrentamento seja feito por meio do trabalho articulado de atores sociais e institucionais, ou seja, entre as pessoas, instituições e políticas que constituem a vida da comunidade. O diálogo entre os diversos setores permite construir em conjunto ações integradas que se mostram mais eficientes do que ações setoriais que desconsideram o contexto em que estão inseridas.

Eixos

Trilhas políticas

Partindo de um estudo que integra dados dos indicadores da cidade e do mapa das desigualdades com informações provenientes de pesquisa de campo e entrevistas com a comunidade, além de levantamento sobre como a comunidade é retratada nos veículos de comunicação, a proposta é que os adolescentes organizem uma enquete para descobrir, entre os problemas levantados, qual o problema que mais aflige os moradores da comunidade. Para isso, os adolescentes devem mapear as condições de saúde, os espaços públicos, a situação de distribuição de renda, a presença de transporte público de qualidade e o acesso a direitos básicos.

A partir do resultado da enquete, a intenção é fazer um plano de ação, que busca sensibilizar a comunidade para o problema e uni-la para que se busque uma solução. Como parte das estratégias para alcançar uma solução, os adolescentes aprenderão a lógica das políticas públicas, aprendendo a diferenciar as responsabilidades de cada setor da sociedade civil e dos órgãos públicos.

Uma das formas de sensibilizar a comunidade, além das que já foram usadas nos outros módulos, será a exposição de fotos e/ou quadrinhos no formato lambe-lambe pelas ruas e estabelecimentos comerciais da região. Esse material será trocado entre Grajaú e Heliópolis e potencialmente poderá ser enviado para as outras cidades participantes do projeto.

Meios: rádio, corpo, fotos, desenhos, quadrinhos, texto, internet, jornais, revistas, jornais televisivos e radiofônicos, entrevistas, pesquisas de campo.

Produtos: Mapa Afetivo, Jornal Mural, programas radiofônicos, peças gráficas de campanha, lambe-lambe, fanzine e exposição de quadrinhos.

Recursos: Papel craft, folhas, A4, canetões, caneta, cola, tesoura, fita adesiva embaladora marrom, caneta preta porosa, lápis, borracha, cartolina, spray, tinta computador, impressora, scanner, máquina fotográfica digital, gravador, fita k7, revista, jornais, indicadores da cidade, vídeos, música, cartazes, software de edição de áudio (Audacity), caixas de som, microfone, folhas A3, trincha e cola para lambe.

Habilidades:

– Desenvolver análise crítica para compreensão da lógica da política pública;

– Desenvolver autonomia para fazer escolhas responsáveis;

– Desenvolver objetividade, coesão e capacidade de interpretação;

– Ler e produzir textos orais e escritos de modo a atender a múltiplas demandas sociais, responder diferentes propósitos comunicativos e expressivos e considerar as diferentes condições de produção do discurso;

– Estruturar a experiência e explicar a realidade, operando sobre as representações construídas, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações; identificando aspectos relevantes, organizando notas, elaborando roteiros, resumos, índices, esquemas, etc;

– Buscar informações por meio de observações, experimentações ou outras formas e registrá-las;

– Organizar registro de dados em textos informativos, tabelas, desenhos, cartografias e blogs;

– Aquisição de conhecimentos técnicos para utilizar ferramentas educomunicativas;

– Utilizar a leitura como instrumento de estudo, escrita e revisão;


– Compartilhar informações e instrumentos necessários à percepção, conhecimento e crítica do mundo, bem como o reconhecimento da própria comunidade em referência a outras culturas;

– Refletir sobre a sociedade e as relações sociais através da análise do cotidiano e da realidade (família, escola, sociedade, espaço, comunidade, cidade);

– Relacionar histórias individuais à historia coletiva;

– Utilizar as linguagens oral e escrita como importantes meios de comunicação, de integração e desenvolvimento de habilidades lingüísticas e expressivas;


– Provocar a reflexão sobre a atuação do sujeito no mundo e a responsabilidade com a própria formação, através de valores como respeito à diversidade (refletindo sobre contradições e conflitos), solidariedade, autonomia e cooperação;

· MÓDULO V

Tema: Agência Comunitária de Notícias Local

Período: 2010

Em 2010, a idéia é consolidar os conhecimentos desenvolvidos ao longo do primeiro ano de projeto numa Agência Comunitária de Notícias Local.

O objetivo é chamar a atenção do público dos bairros do Grajaú e Heliópolis para as questões comunitárias por meio de informações específicas e locais, de forma que cada uma das comunidades tenha sua própria agência de notícias.

Os jovens das duas escolas serão os responsáveis pela produção de conteúdos da Agência e pelo desenvolvimento de diferentes mídias como sites, rádio, vídeo, entre outros. Nesse momento, eles terão oportunidade de trabalhar com mídias ainda inexploradas. Também ajudarão a articular a rede de comunicação local, ao buscar e disponibilizar informações de outros veículos de comunicação e de instituições do bairro, envolvendo gradativamente a comunidade na produção das informações.

A proposta da Agência tem como grande diferencial o conceito de jornalismo comunitário, que tem como base um olhar especial do indivíduo sobre si mesmo, sobre suas escolas e sobre suas comunidades. A Agência serve ainda como um suporte aos projetos de comunicação das escolas.

As duas agências de notícias estarão conectadas com outras agências jovens que estão sendo desenvolvidas em todo o país com metodologias utilizadas pela Revista Educação, Cidade Escola Aprendiz e outros parceiros.

FRENTE 2 – ESCOLA

Neste eixo, o foco é a comunidade escolar, que envolve professores, diretores, coordenadores pedagógicos, funcionários, pais dos estudantes e demais pessoas que freqüentam ou participam do dia-a-dia da escola.

As organizações da sociedade civil têm a importante função de propor novas soluções pedagógicas e de gestão capazes de subsidiar a melhoria dos processos que hoje se mostram ineficientes ou defasados, apoiando, inclusive, a reformulação de políticas e programas educacionais que facilitem a incorporação dessas práticas no âmbito das secretarias de educação e, principalmente, das escolas. Desta forma, o objetivo deste eixo é criar na escola, por meio da educomunicação, espaços de reflexão, diálogo e formulação coletiva de um projeto pedagógico para escola, em sintonia com o contexto da comunidade.

· AÇÕES:

Capacitação dos educadores em educomunicação:

As tecnologias de comunicação, quando usadas na escola, são aproveitadas em uma perspectiva mais instrumental do que pedagógica, minimizando o potencial que podem ter no desenvolvimento dos conteúdos curriculares, contribuindo sobremaneira com a formação das novas gerações. A escola pública também tem dificuldades em acompanhar o acelerado processo de evolução das tecnologias, que já fazem parte do universo infanto-juvenil, mas que ainda estão muito longe do contexto escolar. Sobre este contexto, o projeto Mudando sua escola e comunidade, melhorando o mundo” busca trabalha com a metodologia de educomunicação de forma a integrar e articular as diversas instâncias e atores da escola e da comunidade, não se limitando aos estudantes. Nesta perspectiva, o projeto será apresentado aos educadores para que eles se envolvam nas atividades da FRENTE JOVEM.

Além disso, será oferecida uma capacitação em educomunicação específica para os educadores de 5ª a 8ª séries, na qual eles descobrirão formas de utilizar a comunicação como ferramenta de ensino e interação dentro e fora da sala de aula, abrindo espaço para que mostrem possibilidades de como usar essas mídias nas suas disciplinas. Nessa capacitação, os educadores farão atividades de análise crítica dos meios de comunicação, produzirão mídias e participarão de palestras com especialistas em temas variados.

Convocação de professores para participar do projeto:

O projeto será apresentado para todos os professores da escola, com ênfase para os educadores de 5ª a 8ª série, uma semana antes do início das aulas do 2º semestre de 2008. Os professores interessados deverão preencher um formulário para futura seleção. A participação é voluntária e será feita no horário do HTPC, a cada quinze dias.

Recursos: apostila de educomunicação, Expressões Digitais (Cidade Escola Aprendiz), Escola Interativa (Cipó), Apostila Jornal Mural Literário (Revista Viração), exemplares da Revista Viração, papel craft, folhas, A4, canetões, caneta, cola,tesoura, fita adesiva embaladora marrom, caneta preta porosa, lápis, borracha, cartolina, spray, tinta, computador, impressora, scanner, máquina fotográfica digital, gravador, fita k7, revista, jornais, vídeos, música, cartazes, software de edição de áudio (Audacity), caixas de som, microfone, folhas A3.

Sensibilização de estudantes e demais agentes da comunidade escolar:

O projeto Mudando sua escola e comunidade, melhorando o mundo” trabalha com a idéia de multiplicação do conhecimento e educação de pares. A FRENTE JOVEM trabalha com um número restrito de adolescentes, mas cada um dos participantes selecionados assume como compromisso a tarefa de compartilhar os novos saberes com seus colegas. Da mesma forma, os educadores envolvidos na capacitação também se responsabilizam por ensinar outros professores.

Esta multiplicação ocorre de formas variadas. Na FRENTE JOVEM, está previsto que, a cada dois meses, os adolescentes atuem como educadores, convidando seus colegas e funcionários para replicar parte do conteúdo da formação recebida. Nesse momento, a equipe do projeto avaliará de forma qualitativa os encaminhamentos do projeto, ao observar como os adolescentes explicam a seus pares os conceitos de educomunicação.

Os veículos criados pelos estudantes também são um convite à participação de outros atores da escola na formulação de pauta, execução das entrevistas e mobilização da comunidade escolar.

Também estão previstos “Mutirões de Comunicação” periódicos entre professores, pais, estudantes e membros da comunidade escolar para que todos compartilhem informações, analisem e proponham mudanças para os veículos e ações criadas no projeto.

Recursos: Papel craft, folhas, A4, canetões, caneta, cola,tesoura, fita adesiva embaladora marrom, caneta preta porosa, lápis, borracha, cartolina, spray, tinta, computador, impressora, scanner, máquina fotográfica digital, gravador, fita k7, revista, jornais, vídeos, música, cartazes, software de edição de áudio (Audacity), caixas de som, microfone, folhas A3.

Criação de veículos de informação para escola:

Está previsto a criação de um jornal mural, fanzines periódicos e a instalação de uma rádio na escola. O conteúdo desses veículos refletem o olhar dos estudantes, educadores, funcionários e pais sobre a escola, como também servem para mobilizar a comunidade escolar para as diversas campanhas desenvolvidos pelos adolescentes e educadores participantes do projeto. Todos podem participar da produção desses meios de comunicação.

Articulações e parcerias:

A fim de tornar o projeto harmônico com o ritmo da escola e ao mesmo tempo dar vitalidade ao cotidiano escolar, pretende-se fazer articulações com o projeto Educom, da Secretaria Municipal d Educação, com o Instituto Sou da Paz, com a Ação Educativa, Associação Labor, Rede Interferência e outras instituições que têm como objetivo a melhoria da escola pública e da comunidade.

A diretoria da escola, bem como seu conselho escolar, serão convidados a participar ativamente do projeto sugerindo encaminhamentos, informando a equipe sobre a realidade escolar e participando, quando desejado, das capacitações.

FRENTE 3 – COMUNIDADE

O conceito de Bairro-Escola, que permeia todo o projeto “Mudando sua escola e comunidade, melhorando o mundo” busca integrar escola e comunidade para que atuem juntas no desenvolvimento local. A escola tem a infra-estrutura necessária para promover encontros e buscar uma educação cidadã em sintonia com a realidade da comunidade. Esse projeto busca justamente “derrubar os muros” que separam a escola de seu entorno, ajudando a transformar a educação escolar em uma ação que faz sentido e gera transformações em todos.

Conforme a comunidade escolar se envolve no projeto, a comunidade também se integra às ações, pois o foco dessa iniciativa é que por meio da comunicação se criem articulações entre lideranças comunitárias, comerciantes, instituições do bairro, meios de comunicação comunitários e escola para que através da ação política viabilizem mudanças locais, que, por sua vez, refletem-se na melhoria da qualidade de vida da cidade como um todo.

A comunidade receberá os fanzines e jornais murais. Os membros da comunidade serão não apenas fontes de informação, participando desses veículos como entrevistados, mas também poderão sugerir pautas, produzir textos e interferir na condução das campanhas. Além disso, os conteúdos criados dentro do projeto poderão estar em outros meios de comunicação do bairro (rádio, jornal, boletins) e vice-versa.

As ações de mudança serão construídas em parceria com toda comunidade interessada e os produtos como a exposição de fotos e /ou quadrinhos estarão nos muros do bairro como forma de envolver seus moradores.

Resultados esperados:

Ao final deste primeiro ano de projeto, pretende-se que:

– Os adolescentes envolvidos diretamente com o projeto estejam habilitados a trabalhar tecnicamente com o programa de web rádio, blog, veículos impressos – jornal mural e fanzine -, foto digital e tv de bolso;

– Os jovens compreendam e se utilizem cotidianamente da educomunicação a fim de enraizar em suas comunidades e escola a comunicação democrática e transformadora da realidade social, envolvendo cada vez mais pessoas na produção das informações;

– Os jovens estejam capacitados em políticas públicas e direitos humanos e, após a campanha pela efetivação de políticas públicas de educação, saibam como mobilizar seu grupo, bairro e outros veículos de comunicação em campanhas pela melhoria do entorno;

– O núcleo de comunicação formado pelos jovens se organize para multiplicar os conteúdos recebidos para outros adolescentes, funcionários e professores da escola;


– Os bairros onde os projetos acontecem passem a integrar a escola à comunidade de forma cada vez mais orgânica e em sintonia com as necessidades de seus moradores;

– Os jovens atuem em rede e vivenciem referenciais de outros locais do bairro, da cidade e de outros grupos de adolescentes do Brasil que constituem o projeto B&T para dimensionar suas ações e enriquecer seu repertório com outras experiências.

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